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Saiba tudo sobre a Síndrome de Burnout

Atualizado: Mar 15

Conforme dados da International Stress Management Association BR (ISMA BR), 72% dos brasileiros no mercado de trabalho sofrem com alguma sequela de estresse e 32% têm Síndrome de Burnout.


O cenário brasileiro apresentado pela ISMA BR pode ser considerado preocupante. Porém, esses dados foram lançados em 2019, ou seja, não levava em conta o cenário causado pelo novo coronavírus. O atual panorama trouxe incertezas, aumento de demandas, pressão, horas excessivas de trabalho, medo de perder o emprego, e, em alguns casos, o home office forçado. Mas, afinal, o que é a Síndrome de Burnout?


Originalmente o termo “burnout” serve para designar, por exemplo, quando o carro está sem combustível. Esse distúrbio psíquico é caracterizado quando a pessoa está emocionalmente ou fisicamente cansada depois de realizar um trabalho difícil por um longo tempo, ou seja, está esgotada - “sem combustível”. Por isso, a Síndrome de Burnout também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Emocional.


A OMS descreve o burnout como “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”. Alguns especialistas afirmam que esse distúrbio é o oposto de engajamento, pois a pessoa com burnout não consegue se comprometer com suas funções, seja no meio social ou profissional.



Influências no ambiente de trabalho


Na esfera profissional inúmeros motivos ajudam a desencadear a Síndrome de Burnout, são alguns deles:

  • Trabalho em excesso;

  • Falta de reconhecimento ou recompensas;

  • Falta de controle sobre o trabalho;

  • Desempenhar uma função errada, ou seja, o cargo não acomoda o perfil da pessoa.



Principais sintomas


O sintoma mais comum da Síndrome de Burnout sem dúvida é a exaustão física e/ou mental e isso desencadeia uma série de atitudes negativas, como:

  • Cinismo, que é um sentimento negativo em relação ao trabalho. A pessoa sente que seu trabalho é inútil;

  • Dificuldade de atenção e foco;

  • Incapacidade de se sentir eficaz;

  • Falta de motivação;

  • Isolamento;

  • Mudanças bruscas de humor;

  • Lapsos de memória;

  • Pessimismo;

  • Baixa autoestima.

Além disso, o burnout também pode afetar a pessoa fisicamente. Alguns sintomas são dor de cabeça, sudorese, pressão alta, dores musculares, insônia, falta de ar e distúrbios gastrintestinais.



Diagnóstico


É importante salientar que normalmente a pessoa sozinha não é capaz de identificar o problema, por isso os chefes devem estar atentos e observar a saúde mental dos seus colaboradores. Todavia, somente um profissional especializado, como um psicólogo, pode afirmar se o quadro é mesmo de burnout.



Tratamento


O tratamento mais comum para a Síndrome de Burnout é a psicoterapia. Dessa forma, vale ressaltar que o acompanhamento com um psicólogo é indispensável para a saúde mental da pessoa. Além da ajuda profissional, outras atitudes podem auxiliar no tratamento e prevenção do burnout, confira algumas dicas:

  • Pratique atividades físicas;

  • Dedique um tempo para o lazer;

  • Evite o uso de álcool e outras drogas;

  • Tenha hábitos saudáveis na sua rotina;

  • Tente buscar melhores condições de trabalho.



Responsabilidade da empresa


O capital humano é percebido como o principal ativo de uma empresa. Por isso, estar atento à saúde mental dos colaboradores é essencial, principalmente em um período tão adverso como o atual, causado pela pandemia do novo coronavírus. Cobranças irreais devem ser evitadas e um estilo de vida saudável precisa ser incentivado.


Lembre-se que a saúde mental do colaborador impacta diretamente no seu desempenho e produtividade na empresa. Para auxiliar na promoção do bem-estar das pessoas nas empresas e criar condições para torná-las mais saudáveis, mais funcionais e produtivas, a Aego presta consultoria especializada que vai de acordo com a necessidade de cada organização.